Cultura Árabe

Image A civilização árabe, por ser uma das mais antigas do mundo, apresenta uma grande miscigenação de raças, devido à sua convivência com a Turquia, Babilônia, Grécia, Roma e Egito. Essa grande mistura é constatada, hoje, através dos costumes e demais aspectos culturais do mundo árabe: as múltiplas religiões, a música e culinária características, os diversos sotaques, etc. Geograficamente, a região árabe é composta pelos seguintes países: Omã, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Qatar, Bahrein, Kuwait, Iraque, Irã, Mauritânia, Saara Ocidental, Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egito, Sudão, Eritréia, Etiópia, Líbano, Israel, Jordânia, Turquia, Síria e Iêmen. Essa pluralidade de culturas no mundo árabe se reflete, particularmente, em suas danças:

Dança da Espada

A mulher, orgulhosa com o retorno de seu amado guerreiro, faz de sua arma um objeto de arte e beleza usando-a para a dança. Nesta dança, a bailarina, geralmente, equilibra a espada na cabeça, peito e cintura.

Dança do Véu

ImageEsta dança possui algumas versões para sua origem: a primeira fala sobre uma mulher que se escondeu por timidez, carregando algumas culpas da sociedade. A segunda versa sobre um homem egoísta que velou sua mulher, para que ninguém a visse. Já a terceira conta sobre uma mulher que, para provocar o homem, realizou a Dança dos Sete Véus, desvendando, parte a parte, seu corpo.

 

 

 

Dança do Bastão

O bastão era um instrumento de uso diário para os homens, seja nos rebanhos ou na luta. Na dança, a mulher usa o bastão de maneira graciosa, transformando-o em um objeto de arte.

Dança da Vela

ImageUsando um dos elementos da natureza, o fogo, a mulher se aproveita da atração que ele exerce para chamar a atenção e realizar uma dança nas tendas em noites escuras.

 

Dança do Chamadan (Candelabro)

Diferencia-se da Dança da Vela pelo fato do candelabro ser carregado na cabeça da bailarina, representando a vaidade da mulher. A luz das velas lhe proporciona mais brilho e lembra a todos que a luz da vida é a mulher.

Dança do Khaliji

Criada na porção mais rica do mundo árabe, esta dança possui um conceito diferenciado, utilizando roupas mais comportadas que escondem o corpo, em uma representação da timidez causada pelo deserto, e podendo ser dançada em grupo.

Dança Sudanesa

Uma coreografia realizada em grupo, que representa o árabe-africano e mostra a alegria das danças tribais.

 

Danças de Percussão:

 

Derbak

Opercussionista e a bailarina se baseiam nas batidas do coração, em suas diversas fases, interpretando seu ritmo. Diz-se que o atabaque era usado para sincronizar as forças da terra. Também era utilizado durante a pesca, principalmente pelos remadores e puxadores de rede.

Pandeiro (Daff)

Com o Daff, a bailarina acompanha o ritmo da música, produzindo sua própria percussão e dançando ao mesmo tempo.

 

Snujs

Ao dançar, as bailarinas estalavam os dedos. À procura de um som mais forte, começaram a usar um instrumento de bronze, que produzia um som agudo e metálico. O snuj é considerado o precursor da castanhola.

Dabke (Dança Coletiva)

A dança coletiva das montanhas do Líbano, Jordânia e Palestina mostra a sociabilidade do povo árabe. Como não era permitido, principalmente no mundo islâmico, dançar com o corpo colado, o árabe fez uma corrente de mãos dados. Sua atração é todos os participantes baterem o pé ao mesmo tempo. Entre essas batidas, cada um mostra sua própria particularidade e ginga.

 

 

Narguillet

ImageÉ uma espécie de cachimbo oriental, onde a fumaça é filtrada pela água contida em uma garrafa de vidro, que fez parte de seu corpo. No topo, é encaixada uma cabeça de barro ou metal, onde é colocado o fumo aromático. Os fumos mais consumidos são de frutas (maçã, morango, banana, etc) e de flores (rosa e jasmim), porém, existe muitos outros sabores. Este fumo é preparado com muita atenção, sendo selecionado e então lavado e secado. Depois, é misturado a um melaço, do que sabor que se deseja.

 

Denominações

Possui várias denominações, de acordo com a região em que é consumido. Entre elas, destacam-se: Hurak (Índia e Paquistão), Shyisha (Tunísia e Egito), Qalian (Irã) e Cohha (norte da África).

História

Os primeiros Narguillets surgiram na Índia e foram produzidos na casca do coco. Sua popularidade atingiu o Irã e, em seguida, o restante do mundo árabe. É uma das mais antigas e enraizadas tradições do mundo árabe.

Consumo e Simbologia

O Narguillet simboliza hospitalidade, serenidade e harmonia, consumido num clima de ritual e magia. É considerado um instrumento para aproximação e união das pessoas, que se reúnem numa espécie de confraternização para fumá-lo, o que dura de trinta minutos a duas horas, provocando uma certa intimidade para quem o consome. Porém, vale lembrar que, como qualquer outro tipo de tabaco, não deixa de ser prejudicial à saúde.